O mundo conforme quem o vê



Através dos Olhos Despertos
Through Awakened Eyes
Imagine um lago grande: as crianças nadam nele - seus risos e gritos que ecoam enquanto brincam no sol do verão. Veleiros navegam através do horizonte. As lanchas dançam na água, as ondas batem na costa arenosa onde alguém construiu um castelo de areia, e desmoronam suas paredes. Um homem e sua pequena filha ajustam suas linhas de pesca em um cais e esperam num silêncio companheiro. Um cientista toma uma amostra da água entre as libélulas e as râs que se agrupam entre os cattails.
Todo mundo conhece esse lago. Eles comeram peixe dele, pegaram girinos e sentiram seu fundo enlameado entre os dedos dos pés. Eles já viram mapas dele preso na parede do escritório de acampamento e imagens de satélite dele na Internet. A temperatura média da água do lago, sua profundidade, e a variedade de plantas e animais que vivem em torno dele são todos uma questão de registro público.
O lago que eles conhecem é uma Mentira.
Coisas espreitam sob a superfície. Seu fundo está cheio de túneis levando a vastos mares subterrâneos habitados por seres demasiado estranhos para que as mentes mortais compreendam. Pela a maior parte <do tempo>, as criaturas que vivem nessas profundidades nunca saem, mas ocasionalmente <elas> encontram seu caminho para dentro do lago e tragam um nadador às profundezas para devorá-lo em seu ócio. Ou um caçador de tesouros curioso mergulha muito fundo e encontra-se perdido no labirinto de túneis submersos até que ele fica sem oxigênio e se afoga.
Em ambos os casos, ninguém nunca encontra o corpo, e as pessoas só podem especular sobre o destino daqueles que foram desaparecidos. Estranhas bestas das raízes da terra e entidades alienígenas do exterior do tempo estão além da experiência humana, dessa forma,  assim todas as teorias <(para as estranhezas e desaparecimento das pessoas)> são <explicadas de uma forma > inteiramente mundana - suicídio, afogamento acidental ou jogo sujo (acho que pra gente o nome disso é “queima de arquivo”).
Mentes saudáveis não vêem monstros desumanos e conspirações ocultas em todos os lugares. Ninguém acreditaria seriamente que os monstros do lago espreitam sob as ondas. A maioria dos que descobrem de outra forma se convencem de que o que viram foi produto de estresse, terror ou privação física.


O Mundo Caído
The Fallen World
Como o lago, o mundo como a maioria dos Adormecidos conhece é uma Mentira. As serpentes marinhas sob o lago aparentemente comum são reais, e a maioria das lendas urbanas e filmes de terror refletem algum aspecto da verdade que a humanidade quer negar. Isto não é porque a crença humana molda a realidade, mas porque as terríveis realidades do mundo acalentam silenciosamente as mentes humanas que prefeririam não acreditar nessas coisas. Vampiros existem. Os lobisomens são reais. Frankenstein não é meramente um trabalho de ficção imaginativa.



Por que os humanos não reconhecem a verdade por trás das Mentiras? Alguém deve estar curioso sobre o mergulhador desaparecido. Alguém deve notar os buracos no fundo do lago. Alguém, no mínimo, deveria perceber o monstro do lago em seu “radar de peixes” com uma frequência o suficiente para perceber que algo estava acontecendo. Mas muito poucos o fazem. Por quê?


Porque eles estão no aperto da Mentira.



Quiescência e o Abismo
Quiescence and the Abyss
(Nota: Eu não sei se só eu tive essa curiosidade, mas eu fui pesquisar o que era Quiescência: “Quando todos os fatores ambientais estão presentes, mas mesmo assim a semente não germina, é dito que ela está em estado de Quiescência”. As coisas agora fazem 15kg de mais sentido para mim. Agora vamos ao texto)
Os magos que estudam os sintomas da Mentira argumentam que a mera pressão social não explica a relutância humana em reconhecer a existência do sobrenatural. Na verdade, alguns seres humanos possuem consciência de alguns fenômenos sobrenaturais (fantasmas, espíritos, poderes psíquicos, etc), permanecendo cegos à existência dos outros. Mesmo aqueles que testemunham exibições abertas de inegável magia em muitas ocasiões não têm os olhos abertos para a verdade. Eles ainda negam que algo estranho aconteceu, e em muitos casos eles esquecem completamente tudo o que testemunharam.
Magos se referem a essa capacidade infinita de negar os Mistérios como o Quiescência (Quiescence), ou a maldição do Sono (Sleeping curse). A Quiescência faz com que os Adormecidos esqueçam qualquer revelação dos Mistérios que eles encontram. Ela reforça o impulso aprendido para racionalizar o sobrenatural <(é aqui que a desgraça acontece)>, fazendo com que as memórias da magia aberta se desvanecem como sonhos meio lembrados. Somente os Despertos lembram a verdade <(Mais tarde vão aparecer a galera chamada de Sonâmbulos, eles também não são afetados pela maldição do Sono e qualquer outra criatura sobrenatural -obviamente- também não é)>. Este aspecto da Quiescência apresenta um obstáculo ao trabalho daqueles Magos que esperam abrir os olhos de toda a humanidade à Mentira.
As Ordens concordam que a Mentira é muito elaborada e muito bem planejada para ser um acidente. Há uma inteligência orientadora por trás disso. Os magos sabem que alguns símbolos têm uma aparência de vida. Eles convocam entidades Supernais, puxando-as do Mundo Supernal para o <Mundo> Caído. A maioria está contente em deixar que os magos cheguem até eles, mas os símbolos ocultos ligados a Mentira são evidências de que algo, profundamente nos invisíveis Reinos Supernais, está ativamente tentando incapacitar a humanidade a perceber além do Mundo Caído. Mais do que tentar - está conseguindo. O que este inimigo é depende do conto, mas os magos usam a palavra grega para a “rule from the outside” (acho que seria: “O governo de fora”) - “Exarca” (Exarch).
Qualquer coisa que desafie a Mentira atrai o poder do Abismo para o Mundo Caído. Se os símbolos dos Reinos Supernais representam tudo o que é Verdadeiro, dando significado aos conceitos platônicos que o Mundo Caído encarna, então o Abismo é tudo o que não pode ser (#Filosofia). De vez em quando, parte do Mundo Caído se torna tão dominado pelos anti-símbolos venenosos do Abismo que a impossibilidade rompe para se tornar real, um paradoxo intruso que prejudica o mundo à sua volta (Tipo matéria e anti-matéria). Em raras ocasiões, essas intrusões acontecem "naturalmente". Mais freqüentemente, os magos exageram (Puxam muito Alcance heheh) ou caem a um momento de fraqueza ao lançar feitiços, e acidentalmente permitem que algo do Abismo atravesse.
O Abismo não é um vácuo vazio explorado pelos Exarcas - ele contém multidões de entidades impossíveis, e todos os universos enlouquecidos, Universos natimortos que os magos chamam de Annunaki cada um tentando a sua própria maneira infectar o Mundo Caído e distorcê-lo em si mesmo. As entidades Abissais Menores distorcem as leis do Mundo Caído, criando regiões de realidade corrompida ou entidades alienígenas e estranhas que os magos chamam Gulmoth. Quando o Abismo deforma os mundos Astrais internos de uma alma humana, ele cria um Acamoth, um monstro dedicado a tornar as almas das pessoas mais parecidas com o Abismo. (As coisas do Abismo gente, são tipo as coisas do cthulhu, deus antigos, lovecraft - é coisa medonha, tensa, hard, só jesus na causa.)

Tópico seguinte : The Supernal World pg 60

Comentários

  1. Explica sobre os mistérios, como cria-los e como funciona a visão de mago, to querendo usar isso em uma mesa de mago 1 edição mas não manjo de inglês.

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